Omelete entrevista Megan Fox

A atriz Megan Fox esteve no Festival de Toronto, no Canadá, para divulgar a comédia romântica Friends with Kids, e acabou falando de forma bem direta, como é seu costume, com os nossos parceiros do Collider sobre diversos tópicos, de games a Transformers, além de seus próximos trabalhos. Leia a entrevista na íntegra:

Como foi o festival deste ano comparado com o dos anos anteriores?

Eu gosto do festival, além de também gostar bastante de Toronto. Gosto de vir para cá porque os fãs são bem animados e simpáticos. Aqui dá pra interagir diretamente com eles, coisa que em Los Angeles e Nova York é bem mais difícil. Ao mesmo tempo que é bem legal vir pra cá, pode ser bem casativo. A parte ruim é que nunca fico tempo suficiente para assistir aos outros filmes do festival. Eu realmente gostaria de poder ver o trabalho dos outros.

Mas você não pode estender a viagem por motivos pessoais ou pela pressão que sente? Tem tanto fã seu do lado de fora do hotel…

O problema é que geralmente estou em uma turnê de divulgação ou fazendo alguma outra coisa. Por exemplo, já tenho que voltar a Nova York hoje à noite para fazer uma sessão de fotos. Se eu não tivesse esse compromisso, ficaria aqui mais uns dias. Mas não posso.

Qual sua música favorita para cantar em karaokês?

Eu gosto de algumas, mas minha favorita é “Sweet Child o’ Mine”. Sou uma péssima cantora, mas sinto que consigo fazer uma boa imitação do Axl Rose quando estou no ambiente de um karaokê.

E qual foi o último game que você jogou?

Halo. [risos] Sou completamente viciada nesse jogo, pode perguntar ao meu marido [o ator Brian Austin Green].

Qual versão de Halo?

Eu tenho Halo: Reach, mas agora jogo online. Não jogo mais em modo de história [para um só jogador].

E você tem uma conta na rede Xbox Live?

Sim.

Você usa um nome diferente e as pessoas não têm ideia de com quem estão jogando.

Não têm a menor ideia. E ainda ficam me zoando por causa do nome que eu uso, que é bem engraçado. Dá pra perceber que sou uma garota, mas jogo com um monte de homem que não tem a menor noção que está me zoando.

Agora perguntas sérias. Já assisti a Friends with Kids e gostei bastante, achei que é uma comédia que explora muito bem como é ter amigos que são pais. Há mais ou menos uns dois anos eu tenho amigos que têm filhos, e consigo entender bem a premissa do filme. Como é isso para você? Você ainda está vivendo como Mary Jane [personagem de Fox no filme] ou já tem amigos com filhos?

Eu moro com Brian desde meus 18 anos, e ele já tinha um filho de dois anos quando o conheci. Então eu praticamente tenho um filho, apesar de não ser biologicamente meu. Nós vivemos juntos como uma família. Então eu não acho que tenha nada em comum com Mary Jane. Quando começamos a namorar, os amigos dele já estavam passando pela fase de casar, ter filhos e coisas do gênero. E ele é bem mais velho que eu – tinha 31 quando eu tinha 18. Então ele estava passando exatamente pela fase que Friends with Benefits apresenta quando o conheci.

Como você se envolveu com o projeto? Foi um papel que te interessou e você foi atrás ou eles que vieram atrás de você?

Eles já tinham alguns nomes em mente, mas Jennifer [Westfeldt, roteirista, atriz e diretora do filme] pode te falar mais sobre isso. Ela foi até minha casa e conversamos sobre o roteiro e várias outras coisas. Ela sentiu que eu era a pessoa certa para o papel da Mary Jane e partimos daí.

Este filme está repleto de humoristas incríveis – e tem uma ótima cena de jantar onde todos vocês estão juntos. Pode falar um pouco sobre como foi trabalhar com eles?

Eu adorei! A cena do jantar foi uma das mais difíceis de gravar pelo fato de haver muita gente e muito diálogo. Mas tive o prazer de ficar ao lado de Adam [Scott] e de frente com Chris O’Dowd e Maya Rudolph. Não sei se isso entrou para o filme ou não, mas os dois [O’Dowd e Rudolph] ficavam improvisando um diálogo próprio durante a cena toda. Eles estavam tão engraçados que eu chorava de rir e tinha que me recompor quando a câmera chegava em mim. Foi bem divertido, principalmente porque eu não tinha muita coisa para fazer. Pude ficar observando, só vendo o que os outros faziam.

Você tem intenção de seguir carreia em comédia? As produções que realmente te introduziram no mercado cinematográfico foram filmes como Transformers e Garota Infernal, mas agora está se envolvendo com Friends with Kids e o novo filme do Judd Apatow, The Dictator…

Não tinha nenhuma intenção específica ao aceitar participar dessas comédias. Estou apenas procurando por uma experiência agradável, quero poder curtir meu trabalho. Trabalhar com pessoas de que eu goste e que se divirtam juntas, trabalhando como um grupo para fazer um filme melhor. Foi exatamente isso que encontrei nessas comédias, um ambiente saudável e feliz que facilita minha vida pessoal, além de também ajudar nas turnês de divulgação. É ótimo poder dormir com um sorriso no rosto e acordar da mesma maneira. Apesar de não querer ficar presa a esse gênero pelo resto da minha carreira, gostei muito de trabalhar em comédia. Mas ainda gosto de todo o perigo que é trabalhar em filmes de ação.

Como você se envolveu em The Dictator? Você interpreta a si mesma?

Eu realmente não posso falar nada sobre esse filme. Qualquer coisa que eu fale já revela muito sobre a trama. Mas Sacha [Baron Cohen] me ligou, perguntando se eu gostaria de participar do projeto. Por ser uma grande fã dele, disse sim logo de cara.

Pode falar um pouco sobre This is Forty?

Posso dizer que não podemos chamar o filme de This is Forty, ele ainda está com um nome provisório. Por enquanto nos referimos a ele apenas como o Untitled Judd Apatow Project ou Untitled Judd Apatow Comedy. Não tenho certeza.

Mas Paul Rudd nos disse que seria This is Forty.

Ele fez besteira. [risos] Acabaram de me dizer que não posso chamar o filme de This is Forty, então ele não pode mais dizer isso.

Como você se envolveu no projeto?

Participei de uma reunião com Judd [Apatow] e seu parceiro de produção e conversamos sobre um roteiro que eles estavam preparando. Ele falou sobre o papel que tinha disponível e me perguntou se eu conseguia trabalhar com improvisação. Por causa de Shia [LaBeouf], acabei ficando relativamente confortável em improvisar diálogos, mas ainda assim ele me chamou para um teste com Paul [Rudd] e Leslie [Mann]. Foi assim que eles perceberam que eu poderia trabalhar com o método de filmagem de Judd, que é completamente único e diferente da grande maioria dos filmes.

Você pode falar sobre sua personagem?

Os personagens de Paul e Leslie [os mesmos que eles interpretaram em Ligeiramente Grávidos] são casados, e muita gente acha que a minha personagem causa algum tipo de problema na relação deles. Só posso dizer que isso não está certo e que eu não tenho nada a ver com o casamento deles.

As filmagens já terminaram?

Sim.

Fale um pouco sobre o método de filmagem de Apatow e como foi trabalhar com ele.

Quando começamos a ensaiar, o roteiro ainda não estava pronto. Eles estavam mexendo e montando tudo, além de estarem aumentando a minha participação. Então Judd me colocava numa cena com Leslie e ditava a situação para que pudéssemos seguir sozinhas, improvisando o resto da cena nós mesmas. Aí ele pegava as partes que gostava e colocava no roteiro. Mas o mais legal é que, enquanto rodamos o filme, ele vai gritando novas opções de piada. Falamos o que está no roteiro e depois vamos refazendo aquela mesma cena com as sugestões que ele dá. Adorei fazer isso!

Eu já estive nos sets de filmagem de alguns filmes dele e tive a oportunidade de vê-lo gritando as novas opções de piada. O que percebi é que às vezes ele sugere que você diga algo que normalmente não diria, mas acaba falando por não ter tempo para pensar.

Sim, você simplesmente sai falando qualquer coisa que ele sugere. Isso é incrível, adorei a experiência!

Ele também é conhecido por fazer coisas mais pesadas, que passam um pouco da censura 18 anos. Você teve algum diálogo mais pesado ou ficou pro lado mais leve mesmo?

Não, eu falava coisas bem pesadas. Mas eu também ajudei bastante com isso nos ensaios. Judd gostou bastante do meu tipo de humor.

Você publicou uma foto de bastidores do filme no seu Facebook. Quanto às redes sociais, você gosta de interagir e falar com outras pessoas via Facebook ou Twitter?

Sinto que as redes sociais cabem ao propósito de permitir que fãs do mundo todo possam interagir de alguma forma comigo. Apesar disso, ainda penso que deve ser mantida uma certa distância, é por isso que não tenho Twitter. Honestamente, acho que não sou importante o suficiente para ficar publicando na Internet o que faço no meu dia-a-dia. Tem gente que tuita: “Acabei de tomar um latte no Starbucks e agora vou à Barney’s. Amo sapatos!” Quem se importa? Por que as pessoas iriam querer saber isso?

O outro lado das redes sociais de que eu não gosto é quando as celebridades, lançando suas marcas de roupa ou coisas do gênero, ficam tentando vender produtos no Twitter e no Facebook. Acho que se você mantém uma rede social é para interagir com seus fãs, com o único propósito de permitir que eles se sintam mais próximos de você. É por isso que, de vez em quando, publico alguma coisa pessoal – uma foto minha quando bebê, etc. Não quero encher o saco de ninguém com os detalhes tediosos do meu dia-a-dia, muito menos ficar tentando vender algo.

Se você tivesse que escolher entre o método de filmagem de Clint Eastwood, que só usa duas tomadas para cada cena, ou o de David Fincher, que pode chegar até 90 takes, qual preferiria?

Uau, dessa eu não sabia. Noventa é muita coisa. Mas tudo depende do material a ser trabalhado. Duas tomadas é bem assustador, porque você tem que estar extremamente preparado para conseguir fazer a cena com tão poucas tentativas. É por isso que gostei tanto de trabalhar com Judd [Apatow]. Ele deixa a câmera filmando enquanto vamos fazendo diversas versões diferentes para uma única cena. Então você sabe que há ótimo material ali, mas que também há coisas terríveis – e ele vai conseguir editar as melhores partes e fazer algo incrível. Mas se tivesse que escolher entre duas tomadas e 90, iria com duas.

Você já tem mais algum projeto engatilhado?

Não. Quando bons projetos aparecem, meus empresários me ligam e me mandam o roteiro. Confesso que tenho um pouco de dificuldade em diferenciar os filmes bons dos ruins, por isso peço que eles selecionem os projetos que acham bons e interessantes. Eles sabem que quero trabalhar com pessoas talentosas e quero participar de projetos diferentes. Dá pra perceber que meus filmes são bem diferentes entre si. Mas esse é o risco que se corre no cinema. Nunca se sabe como o filme será recebido pelo público.

Pedi que me mandassem perguntas via Twitter – uma das que mais apareceu foi se você pretende fazer mais algum filme derivado dos quadrinhos.

Sim, amo quadrinhos. Acho que os filmes sempre acabam sendo bem divertidos, mesmo quando não são tão bons. Fico bem animada em poder ver algo que li minha vida toda se tornar real. Acho que a criança que vive dentro de nós nunca cresce.

Você já viu Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua?

Ainda não, mas não porque sou contra o filme. Eu só não consegui ir ao cinema. Mas ainda pretendo assistir.

Está tentando dizer que você seria notada se fosse ao cinema?

Estou tentando dizer que poderia ser um problema se fosse ao cinema. Eu sabia que o filme ficaria com as salas lotadas por semanas, então tenho que assisti-lo em casa. Mas vi o trailer e achei incrível; bem sombrio, interessante e bonito.

Quando consegue um papel, você pesquisa muito para conseguir interpretar a personagem de maneira fiel?

Depende de como é a personagem. Não tem muita pesquisa para fazer quando se interpreta uma pessoa como a Mary Jane; a maioria dos adolescentes e jovens adultos passam pelo que ela passou. Mas para outros papéis é necessário estudar outros filmes, ficar observando pessoas…

Post por Larissa D.

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4 comentários sobre “Omelete entrevista Megan Fox

  1. Acho que essa é a minha entrevista favorita da Megan,apesar de que uma das razões de eu gostar da Meg é pq ela é fã do Nirvana(todo fã do Nirvana é foda)então ela me diz que sua música de karaokê preferida é Sweet Child o’ Mine,isso tá muito errado,fãs do Nirvana não podem gostar de musicas dos Guns N’ Roses,por isso ela caiu um pouco no meu conceito.#brinks.

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